13 de março de 2016

RESENHA | Um gato de rua chamado Bob - James Bowen


234 páginas, Novo Conceito


Não poderia ter escolhido melhor a minha última leitura de 2013.  E naquela época mal sabia que levaria essa história no coração mesmo depois de tantos anos.

Um enredo que é basicamente sobre esperança, e sobre coisas inesperadas que acabam se tornando exatamente o que você precisa para se tornar alguém melhor.

James Bowen é o próprio personagem no livro onde sua vida é o enredo e seu coração é o escritor. Ele teve problemas com drogas, mas está no período da desintoxicação. Apesar de viver sem muitos planejamentos, James quer mudar isso. A partir do momento que ele ingressa em uma moradia subvencionada, algumas responsabilidades precisam ser assumidas. E quando um gato alaranjado aparece em sua vida, James fica apavorado com a perspectiva de ter uma vida dependendo dele, e ao mesmo tempo o gatinho Bob acaba sendo a motivação que ele precisava para crescer. 




O que achei mais incrível é que o James narra a sua história com um olhar muito sincero, sem esconder as dificuldades pelas quais ele passou, mas por outro lado sua narrativa também está bordada de motivação.

Achei encorajador o fato de que nem na pior dificuldade ele tenha simplesmente se entregado. Em nenhum momento no livro sentimos pena desse cara, bem pelo contrário, ao longo das páginas vamos construindo admiração por sua trajetória. Independente dos fatos que o levaram ao fundo do poço, o que importa é que ele quer ter uma vida da qual se orgulhe, e está empenhado nisso.

Sempre tive um fraco por histórias com animais, e quando vi o anúncio desse lançamento fiquei animada, ainda mais por ser uma história real. Porém demorei para ler o livro em função de algumas resenhas desanimadas e pouco emotivas a respeito do enredo, afirmando inclusive que ele era meio chato.

Não acredito que me deixei levar por essas resenhas.

“Um gato de rua chamado Bob” traz um enredo emocionante, o relato de um cara que não tinha nada e mesmo assim resolveu que ele merecia uma vida melhor. Bob foi o companheiro que James precisava para enfrentar os desafios que essa mudança trouxe, e por ele James imprimiu ainda mais ânimo a sua busca por um presente digno e feliz.

Chorei em diversos trechos, e fiquei comovida com a sensibilidade de Bob. Nunca tive um gato, mas convivo com um e sei o poder que esses bichinhos têm de se comunicar com o olhar e com expressão corporal. Ao contrário do que muitos pensam (e eu pensava), gatos são muito amorosos e demonstram quando confiam em você, assim como sabem ler seu estado de espírito e oferecem carinho quando notam que seu humano não está bem. 





Bob oferece a James a remoção da capa da invisibilidade sob a qual ele vinha vivendo. Fazendo apresentações musicais no centro de Londres, um dia ele passa a levar Bob consigo, depois de o gato segui-lo até o ponto de ônibus e embarcar com ele. A partir desse dia ele nota que as pessoas param para conversar, sorriem e pedem para acariciar seu gato. Essa nova percepção de si mesmo contribui para melhorar a autoestima de James, que percebe que de certa forma foi humanizado pelo seu animal de estimação. Inclusive, James demora a aceitar que Bob escolheu a ele como tutor, e o momento em que ele se convence me deixou emocionada (assim como vários trechos da narrativa).

A leitura foi prazerosa, e não demorou mais do que algumas horas. O apelo visual é bastante simples, se resumindo a desenhos de patinhas inseridas na abertura dos capítulos, sobrepostas ao número da página e na separação de trechos. A fonte escolhida favorece a leitura, assim como o tão amado papel pólen (segundo meu achismo, já que não consta essa informação).  


Leitura recomendada para aqueles dias cinzentos, quando você quer sentir seu coração aquecido e seus olhos marejados de emoção feliz ♥ 
Quem aí também é apaixonado por livros que envolvam humanos e seus laços de amor com animais? Me conta aí nos comentários e aproveita pra dizer o que achou da resenha :D

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