10 de agosto de 2015

RESENHA | O Oceano no Fim do Caminho – Neil Gaiman

Intrínseca, 202 páginas, SKOOB

  Neil Gaiman é figurinha conhecida no meio literário, e sempre li comentários muito positivos a respeito dele. Depois de muito querer ler algo do autor, minha estreia no mundo Gaiman aconteceu com “O Oceano no Fim do Caminho”. Ele chegou à minha estante, embrulhado não só em papel brilhante de aniversário, mas também em altas expectativas.

  O protagonista de Neil retorna a velha casa onde passou a infância para acompanhar um funeral.  Após cumprir sua obrigação, ele dirige pelas estradas sem rumo consciente, até se dar conta para onde está se dirigindo.

  Como escapar das lembranças guardadas em sua memória durante todos esses anos? Como não ter curiosidade sobre o que aconteceu com a fazenda Hempstock e suas habitantes, mulheres sempre misteriosas e envoltas em mistério? Principalmente, que aparência tem o lago que Lettie Hempstock chamava de oceano.

  
  Em uma narrativa que se desenrola em 1ª pessoa, acompanhamos as memórias sobre a infância solitária que voltam a mente do protagonista, sentado à beira do lago~barra~oceano. O que é real e o que é imaginação de um garotinho de sete anos, que gosta de ler e passa muito tempo sozinho? 

   Nunca saberemos.

  O fato de o protagonista não ser nomeado me pareceu um recurso interessante, no sentido de que facilitaria que qualquer leitor se colocasse no lugar dele, entretanto, acredito que para funcionar 100%, um personagem cujo gênero não é explicitado cumpriria melhor o papel, deixando claro que qualquer um que já teve 7 anos conseguiria obter algo da história.

  Em “O Oceano no Fim do Caminho”, Gaiman mistura medos infantis, imaginação e forças obscuras que fazem ninho em você, como bichos de pé. No meio dessa mistura fantástica e sobrenatural, milhares de coisas acontecem, mistérios não solucionados se somam a bruxarias. Criaturas perversas se encontram e parecem ter um interesse peculiar no assustado garotinho-protagonista.

  E quando virei a última página, de uma leitura arrastada e sonolenta, fiquei sem reação. Que me perdoem os fãs, mas o que ficou da leitura é que o autor teve um sonho mirabolante, literalmente sem pé nem cabeça, e pensou: Bah, isso dava um livro.

  E aí está. 


  Um livro que me deixa com a impressão de que não houve um sentido para tudo o que li, não ficou nenhuma lição ou interpretação. Foram parágrafos e mais parágrafos de uma fantasia (ou realidade) infantil que não deixou marcas, que não deixou lembranças.

  É claro que não sou crítica literária, e não tenho nenhum argumento além do "não gostei" para estar aqui criticando o primeiro livro que leio do autor, que já publicou mais obras do que cabem nos dedos das mãos. Por isso, ainda não dei por encerrado meu objetivo de conhecer sua obra e entender seu sucesso.

  Costumo sempre fugir de lançamentos em função das altas expectativas que acabo criando, pois elas quase sempre prejudicam a leitura. Considero também ser muito crua ainda para ter a capacidade de interpretar os simbolismos ocultos do enredo de Neil Gaiman, ou ainda meu erro seja estar tentando criar ligações e explicações em um enredo que talvez não tenha nenhuma.



  Pode ser que “O Oceano no Fim do Caminho” seja apenas uma fantasia que toma forma segundo a imaginação do leitor, e tenha me faltado essa imaginação para criar simbolismos.
 
  Pretendo reler o livro daqui a alguns ~~muitos~~ anos para ver se a percepção muda de acordo com a bagagem literária, mas hoje afirmo que minha experiência com Gaiman não foi nem perto de positiva. Não foi nem mesmo mais ou menos.

   Foi... incipiente. Insossa.
  A primeira experiência não foi amor. Vamos esperar pelas próximas para ver se a situação muda.

 Agora quero saber a tua opinião sobre a resenha, sobre o Gaiman, se você curte ou se ainda não leu. Vamos conversas :D

Beijocas!
 
eu lendo Gaiman:

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