2 de maio de 2015

Resenha Dupla | Feita de Fumaça e Osso + Dias de Sangue e Estrelas


Feita de Fumaça e Osso, 380 páginas;
Dias de Sangue e Estrelas, 445 páginas.
Intrínseca


   Feita de Fumaça e Osso foi lançado no país em 2012 e Dias de Sangue e Estrelas em 2013, ambos pela editora Intrínseca, apresentando Laini Taylor aos corações literários brasileiros.
Laini sempre sai sorrindo nas fotos de orelha dos livros, tem cabelo rosa e um dom para escrever  textos hiper legais na parte de agradecimentos.

E não para por aí.

  A narrativa em 3ª pessoa da autora envolve, emociona, prende a atenção e cria laços com o leitor. Mesmo que eu aparentemente não tenha nada em comum com a história, ainda assim me senti ligada aos personagens.

  Laini Taylor entrou para a minha seleta lista de “Escritoras que desejo fervorosamente conhecer”, que antes dela só tinha a J. K. Rowling listada.

  Preciso agradecer de alguma forma a ela pela ficção fantástica, emocionante e sensível que ela criou. Tentarei fazer isso imprimindo a essa resenha todas as emoções que senti durante a leitura dos dois primeiros volumes da trilogia, respectivamente, “Feita de Fumaça e Osso” e “Dias de Sangue e Estrelas”.
  
  Tudo começa em Praga, onde somos apresentados a Karou, uma humana que tem naturalmente cabelo azul e uma habilidade inacreditável para desenhar. Seus cadernos estão preenchidos de figuras representando monstros, tão bem detalhadas que parecem reais.
E as esquisitices que envolvem nossa jovem protagonista não param por aí, uma vez que os monstros que ela desenha não são mera imaginação.

  Ela cresceu em um covil e mesmo sem conhecer muito do seu passado, o que importa é que ela é feliz com sua família, mesmo que a forma física deles seja peculiar. Não vou me ater a descrevê-los porque não quero estragar a surpresa que vocês terão ao conhecer Brimstone, Issa e Kishmish pelos olhos de Karou.

   Ela viaja pelo mundo em missões dadas por Brimstone, utilizando portais, e retorna trazendo objetos peculiares que ela não sabe para que são usados, mas ela aprendeu que o misterioso Brimstone só revela o necessário e nada mais.

  O problema começa quando os portais, um a um, são atacados e inutilizados por uma figura cuja identidade é misteriosa, mas que fará a segurança do mundo duplo de Karou desmoronar.

  À medida que as páginas avançam é possível rir, se emocionar e compartilhar das inquietações da protagonista. Parágrafo a parágrafo vamos colhendo informações até conseguir entender em que ponto a história dela se interliga com os Quimeras, e o coração quase dói no momento em que essa ligação se rompe. Mas a verdade é que o destino dela sempre estará ligado ao mundo de Eretz, e suas decisões podem mudar o rumo da história, não só dos Quimeras mas de ambos os mundos.

  Cada personagem criado por Laini tem seu papel na história, e apesar de ela não se ater a descrições corridas sobre a personalidade de cada um, com o avanço da história terminamos cada livro conhecendo profundamente cada um. E não são poucos.

  Cabe destacar aqui a melhor amiga de Karou, Zuzana, que é o tipo de amiga que todo mundo deveria ter. Fiel a Karou ela tem um papel importante como fonte de força para a amiga, e enfrentará céus e terra por ela se for necessário.

  Os Quimeras possuem corpos que misturam características humanas e de feras, mas apesar da aparência incomum e por vezes assustadora, em sua maioria sua natureza é pacífica. Já os Anjos têm a sua fama de bonzinhos totalmente descontruída, pois apesar da beleza física, eles também implacáveis. Hordas de guerreiros são treinadas para destruir quimeras sem pestanejar.

  Apesar dessa rivalidade eterna entre Anjos e Quimeras, dois deles ousaram se apaixonar e sonhar com um mundo onde a guerra não fosse mais um caminho, e sim o convívio pacífico fosse estabelecido.

  E é aqui que Laini demonstra ainda mais sua maestria em contar histórias sem cair no clichê “mocinho salva a mocinha e o final romântico é previsível”. Estejam preparados para fortes emoções, para sofrer junto com esses personagens que foram condenados apenas por desejar um mundo onde os discursos de ódio gratuitos não mais imperassem.

  Feita de Fumaça e Osso termina em um momento tenso, em meio a uma reviravolta que destrói tudo o que era seguro, o que era normal para Karou, e inicia uma fase onde tudo o que ela vê no horizonte são cinzas. Em função disso, recomendo ter ao alcance das mãos Dias de Sangue e Estrelas, que contém uma das cenas de batalha mais bem escritas que já li, e que me fez chorar como se não houvesse amanhã. Porque as guerras são brutais, e as consequências são sofridas pelos inocentes, que estão em meio a uma disputa de egos que não conhece limites.
  
 “Adrenalina pós-virada de páginas e dar de cara com o final”, a gente vê por aqui.

  Ficção fantástica da mais alta categoria, do tipo que você não consegue parar de ler, mas também não quer que acabe. A edição do livro está maravilhosa, as capas perfeitas *amor define essas capas e as lombadas*, revisão impecável e páginas amareladas ♡

  Ressalto a capacidade que a autora teve em criar um vínculo entre o leitor e o enredo, de modo que senti todas as emoções possíveis durante a leitura. Junto com Karou senti sua raiva e desesperança. Chorei com ela ao descobrir que tudo o que ela conhecia tinha sido destruído. Senti sua repulsa por trabalhar em prol de uma guerra que ela não entendia bem o propósito. Acompanhei seu desespero quando seus amigos brotaram no lugar mais perigoso que existia naquele momento para se estar.

  E virei a última página sentindo o coração acelerado do mesmo modo que ela sentia, respirando no ar o ainda tímido vento de esperança...

Gostaria muito de ouvir de vocês as impressões, de quem já leu, e daqueles que não, se têm curiosidade de ler.
Me presenteiem com seus comentários. 
Beijows!


Um comentário:

  1. Melhor série do mundo, ponto, só fica atrás de Harry Potter


    http://penelopeetelemaco.blogspot.com.br/

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