13 de dezembro de 2012

BookTour | Adeus à Humanidade – Marcia Rubim

Novo Século Editora, 373 páginas
Selo "Novos Talentos da Literatura Brasileira"


  Apesar de muitos já estarem cansados da febre dos vampiros, eu continuo apaixonada por eles. E foi essa temática que me impeliu a participar do BookTour de “Adeus à Humanidade”, o 1º livro de uma série criada pela niteroiense Marcia Rubim.

Uma paixão acendendo após mais de um século de escuridão.
Uma doença atual apagando a luz de uma vida.
Somente sua mordida poderia curá-la.
Apenas seu tipo sanguíneo seria capaz de matá-lo.
Como um amor tão improvável sobreviveria?

   Stephanie não poderia prever que aquele vazio que oprimia seu peito seria um dia preenchido com amor. Um amor arriscado, arrebatador e mais forte do que as leis naturais da vida...

  Existe um ditado que diz que coisas boas acabam para que coisas melhores possam acontecer. E foi isso que aconteceu na vida da família da nossa jovem protagonista Steph.

   Um telefonema muda sua vida, e de uma hora para outra a garota precisa crescer e assumir mais responsabilidades do que achou que poderia suportar. É duro ter que ser forte quando o que mais se quer é desabar.

   Assim que consegue emprego em um hospital começa a acreditar que afinal tudo pode entrar nos eixos. Mas só até conhecer o médico mais mandão, exigente e sedutor de, possivelmente, toda a comunidade médica.
 

  Dr. Richard tem fama de não ser uma pessoa altamente agradável, entretanto Stephanie tem a sensação de que ele sente por ela uma aversão fora do comum. Mas nem tudo o que parece é. Em muitos sentidos...

   A narrativa em 1ª pessoa flui de forma agradável, Steph felizmente não é uma protagonista chata e irritante que preenche páginas e páginas com divagações desnecessárias. Costumo preferir narrativas em 3ª pessoa, contudo devo dizer que me senti muito a vontade ao acompanhar a história através da percepção dela e não através de um narrador.

  Uma qualidade que apreciei muito na escrita da Marcia é sua atenção para com os detalhes, fatos mencionados no início do livro não ficam esquecidos, eles são relembrados no decorrer das páginas criando um quadro confiável, esses detalhes sustentam a história e acrescentam aquele tom de realidade que tanto aprecio nos livros.

   Apesar de não ter muito em comum, me identifiquei com Stephanie, senti simpatia por ela e torci para que ela conseguisse superar os obstáculos e alcançar a felicidade. Gostei da forma como Marcia construiu o relacionamento da garota com o pai, uma cumplicidade bacana onde mesmo morando longe, quando estavam juntos era como se não existisse distância, e esse é um dos pontos mais positivos.

   Os nomes com conotação estrangeira talvez não agradem a alguns, como não havia agradado a mim. Mas quer coisa mais cara de brasileiro do que colocar nome estrangeiro nos filhos? Então acabou fazendo sentido e eu até que gostei no final das contas.
 

  Com relação à edição do livro estou satisfeita. Parece-me que enfim o selo Novos Talentos da Literatura Brasileira está sendo tratado com a devida seriedade. Evoluir sempre, não é Editora Novo Século?

   As 373 páginas passam voando, e eu diria que alguns acontecimentos poderiam ocupar bem mais páginas,  explorando melhor alguns pontos, no sentido de “abrir” mais a história ao leitor. Marcia demonstra que tem talento de sobra para prolongar a narrativa sem deixá-la cansativa e sem foco.  Em breve será lançado o volume II, "Quando a Humanidade Prevalece", então acredito que tenhamos maiores revelações.

   Contudo, algumas coisas me incomodaram na história. A primeira foi a rapidez com que o romance se desenvolveu, sou chata e não consigo aceitar bem o fato de alguém sair amando com muita facilidade, sem nem ao menos saber quem a pessoa realmente é. Pareceu um pouco precipitado e inconsequente.

   Acredito mesmo em paixão e atração, mas não em amor a “primeira” vista. Então essa foi uma das minhas dificuldades, sair de um relacionamento profissional e desgastante entre os personagens e entrar em um relacionamento de amor e paixão arrebatadores.
 

  A segunda coisa que me causou estranheza foi o fato de uma pessoa aparentemente cética sobre questões sobrenaturais simplesmente se dar por conta que havia acabado de topar com um vampiro. Foi algo natural demais. Mesmo eu amando vampiros, sonhando com eles e imaginando eles por aí, teria dificuldade de reagir tranquilamente se encontrasse um de verdade, imagina quem não acredita.

   Apenas por essas duas questões, que se devem mais a minha forma de pensar do que por “culpa” da autora, que minha nota para o livro será de 4 presentinhos.



Um comentário:

  1. Muito obrigada pela ótima resenha, Penélope.
    Gostei muito de ver o seu ponto de vista.
    Bjks
    Marcia Rubim

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