7 de maio de 2012

RESENHA | Os Delírios de Consumo de Becky Bloom - Sophie Kinsella.

 
 363 páginas, Editora BestBolso



Rebecca Bloom é uma jovem londrina com o péssimo hábito do consumismo compulsivo. Apesar de ser uma jornalista especializada em mercado financeiro, não consegue controlar as finanças pessoais. Endividada até a alma, vive fugindo do seu gerente de banco e procurando fórmulas mirabolantes para pagar a fatura do cartão de crédito. E ainda encontra tempo para se apaixonar. Um romance muito divertido que faz um retrato de muitas mulheres das grandes cidades.

*Sophie Kinsella é escritora e ex-jornalista de economia, com especialização na área financeira.

  Becky Bloom não agradou enquanto bancava a garota imatura que gasta tudo o que não tem em coisas inúteis. Se a sua criatividade para fugir de gerentes de conta e faturas de cartão de crédito fosse usada para descobrir uma salvação para sua alma tomada pelo consumismo fútil e totalmente irreal talvez a protagonista tivesse salvação.

  O livro, que tem narração em 1ª pessoa, foi uma decepção até a página 273, e quando comecei a crer que finalmente iria compreender porque Os Delírios de Consumo de Becky Bloom faz tanto sucesso, ele acabou.

  A personagem que dá nome ao livro é uma jornalista da área financeira que é um desastre para administrar as próprias finanças e enquanto escreve sobre coisas que ela mesma não entende muito bem imagina qual será a desculpa que vai dar quando a próxima correspondência do banco chegar. Será que ela deve dizer que quebrou a perna e não poderá comparecer a reunião com seu Gerente de Conta? Ou então pode inventar que pegou uma febre maluca e está de cama. Morrendo.

  Um das coisas que me incomodaram desde o início é que Becky não que pagar suas faturas. Ela na verdade fica buscando meios para justificar seus gastos. E logo em seguida gasta mais. Achei a construção da personagem um pouco forçada e irreal, não é possível dormir em paz tendo atitudes como as de Becky. Somando a isso ela é acomodada e reclama mentalmente de seu emprego miserável, porém não tem maturidade nenhuma para dar outro foco a sua vida.

  Um tipo de pessoa realmente inacreditável.
 

  Antes de dizer “ah, mas pessoas assim existem aos montes por aí.” saibam que eu refleti sobre isso por um bom tempo e nós, compradoras compulsivas de livros sabemos o que uma promoção faz conosco. Tiramos dinheiro seja da onde for para poder pagar. Porém essa é a questão: compramos o que podemos pagar. Nem que seja parcelado a perder de vista. Nem que precisemos comer miojo o resto do mês. Nem que precisemos andar a pé, compramos e damos um jeito de pagar.

  Becky acha mais prático criar desculpas ao invés de buscar um jeito para equilibrar suas despesas. Para isso ela mente descaradamente e gasta ainda mais.

  Os outros personagens não acrescentam brilho nenhum ao enredo, são meros coadjuvantes, não importando como se chamam, basta que estejam no lugar certo para interagir com Becky.

  As coisas começam a mudar quando ela se dispõe a escrever uma matéria para um jornal de grande circulação e motivada pelo desprezo da empresa envolvida coloca todo seu talento na ponta dos dedos e em um prazo mínimo faz uma excelente matéria.

“Mas hoje eu me importo. Hoje o que estou fazendo realmente parece importante, e eu quero ser levada a sério.(...)
Vou mostrar-lhes que eu, Rebecca Bloom, não sou uma piada.”

  É aí que Becky começa a se dar conta que com trabalho duro é possível ajudar outras pessoas e orientá-las sobre qual o melhor investimento ou como quitar dívidas. E que todos esses anos que ela passou escrevendo artigos sobre fundos de investimento e coisas do tipo, talvez tenham lhe acrescentado alguma coisa.

  Mas ainda assim, ela segue não me convencendo porque continuo notando que ela quer seguir fugindo do seu gerente de conta. E de suas dívidas. E das responsabilidades no geral. Ela é deslumbrada e acredita que coisas de grife são indispensáveis.
 

  Até mesmo o romance que Sophie criou acabou não me arrebatando. Eu acho é que Luke Brandom, o charmoso empresário com quem Becky se envolve, entrou em um relacionamento que vai ser a maior fria.

  A série conta com 6 livros já publicados no Brasil e admito que minha falta de paciência com Becky não aguentaria nem mais uma página narrada pelo ponto de vista dela.

  Não é o primeiro livro de Sophie que leio, mas é o primeiro que entra para o ranking de decepção literária do ano e assume o 1º lugar.




  Agora por favor me digam: só eu que me decepcionei a perder de vista com a Becky e sua história? (sim, só eu, a diferentona haha) Me conta aí embaixo nos comentários se a Becky merece uma segunda chance da tia aqui ou se o livro é ruim mesmo.

7 comentários:

  1. kkkkkkk
    Oi Lola minha linda
    eu estou rindo, porque só de lembrar as desculpas dela já me engasgo aqui. Eu li o livro em uma tacada só e me identifiquei muito com a Beck em alguns pontos (consumismo), mas para por aí. Eu sempre sei meu limite de compra e claro que não fico inventando desculpas para pagar minhas faturas.
    Enfim, foi uma leitura divertida demais e eu quero ler os próximos livros para saber o que o coitado do Luke vai fazer com uma mulher desssa kkkkkkkkkkkkkkk
    bjos

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  2. Finalmente encontrei alguem que como eu se decepcionou com o livro, não que seja uma coisa boa, pelo contrario...
    Eu me senti muito fustrada quando acabei o livro, mas fui ver resenhas pra ver o que as outras pessoas achavam, e a maioria adora o.O não sei como, sinceramente.

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  3. Ugh. Esse livro parece ser uma bomba hein? Não é a toa que não gosto de chick-lit.

    Cansaaaaaaaaaaaada de protagonista superficiais, sabe? Então, definitivamente, passo essa leitura.

    Adorei a resenha concisa e objetiva, gata. Nada de rodeios. Vai direto ao ponto. (Nesse caso, ruim...HAHAHAHA)

    Saudades de vc e do seu blog maravilhoso. <3

    Beijoooos

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  4. Olá.
    Li o livro faz um bom tempinho já. Adorei tudo nele. Não concordo com você em certos pontos, porém, como nem tudo é perfeito, em outros concordo. Achei a história extremamente divertida (claro que um pouco dessa 'apelação' de Becky Bloom, seja nas compras, seja nas mentiras e enganações para o gerente de banco) irrita um pouco. Principalmente sua postura em relação a Luke (perdoe-me se não ocorreu nesse livro. Li os dois primeiros livros seguidos, mas depois li muitos outros, posso estar confundindo) e também com suas tremendas irresponsabilidades no trabalho. Em comparação quanto a livro/filme achei o filme extremamente confuso. Misturou um pouco de cada livro, e não teve tanta graça como no livro... Mas isso são opiniões que devemos relevar, pois nunca conseguimos captar no filme, o que captamos em um livro.
    Enfim, entendo seus motivos de não ter gostado perfeitamente. Eu (como super fã de Chick-Lit) me apaixonei, e pretendo ler as continuações em breve, hehe.

    Beijos,
    http://bestherapy.blogspot.com.br/

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  5. me identifico muito com ela... qs congelei meu cartão e agora to querendo vender tudo o que tenho! mimimi

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  6. Olá!!
    Como detesto esse tipo de pessoa se é que existem consumistas nesse nivel, vou fugir correndo desse livro rsrsrs
    Estou seguindo seu blog.
    bjos

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  7. Olá, Lola!
    Que pena que você não apreciou muito a leitura deste livro, ainda não li e imaginei mesmo que seria uma chick-lit que só fizesse referência a coisas de marca e consumismo exacerbado. Entretanto, espero ter a oportunidade de ler outros livros da autora, pois muitas pessoas adoram o estilo de escrita dela e seus livros sempre forma muito elogiados pela blogosfera.
    Adorei a sua resenha!!
    Bjos.

    Mariana Ribeiro
    Confissões Literárias.

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