17 de janeiro de 2012

RESENHA | Espião de Deus, Juan Goméz-Jurado



 310 páginas, SKOOB

S I N O P S E:
 
Roma, 02 de Abril de 2005. O Papa João Paulo II acaba de morrer e a praça de São Pedro enche-se de fiéis para lhe prestarem uma última homenagem. Ao mesmo tempo, iniciam-se já os preparativos para o Conclave onde será eleito um novo Sumo Pontífice. Então cardeais aparecem assassinados, num ritual macabro povoado por inscrições de simbologia religiosa. Um assassino em série anda à solta e as forças policiais do Vaticano contratam a psiquiatra criminal Paola Dicanti para dar início à investigação. Com o auxílio do padre Fowler - um antigo militar norte-americano ao serviço da CIA - Paola leva a cabo uma luta sem tréguas ao homicídio. Um thriller vertiginoso pelo coração da Igreja sustentado por uma profunda pesquisa histórica. 
* * *

  Se eu tivesse que escolher o “livro revelação” do mês com certeza o título iria para Espião de Deus. O enredo e a escrita de Juan Goméz supera qualquer livro de suspense policial que eu já tenha lido ou ouvido falar. Não sou a maior fã desse tipo de leitura, mas me rendi ao realismo com que o autor cria os fatos, com sua habilidade em manipular as emoções e a forma incrível como ele construiu cada personagem. Leitura mais do que recomendada, daquelas de tirar completamente o fôlego. Mas prepare-se, aqui a ironia impera. As cenas por vezes chocam, e o mais assustador é saber que apesar de ser ficção poderia ser uma história real.

  O papa Karol Wojtyla acabou de morrer e entremeado aos procedimentos para o funeral e a eleição de um novo papa conhecemos Viktor Karoski, um padre, assassino, frio e profundamente perturbado que espalha o terror por estar aniquilando padres que provavelmente estariam presentes durante o conclave.
 

  A igreja não deseja que esses escândalos sejam divulgados de forma alguma na mídia. E aos terríveis assassinatos une-se o fato de que Karoski age como um fantasma e ninguém pode prever seu próximo movimento. 
 
  Apenas o Corpo de Vigilância do Estado do Vaticano e alguns integrantes da Polícia Italiana estão encarregados de proteger esse segredo e encontrar Karoski antes que ele exponha seu terror ao público.

 
  Chefiando a caça ao padre assassino está a doutora em psiquiatria e inspetora da Polícia Italiana, Paola ~xará~ Dicanti que mais tarde une-se a Fabio Dante, superintendente do Corpo de Vigilância e ao Padre Fowler, que conhece Viktor e guarda muitos mistérios referentes ao seu passado.

 
  O livro é narrado em dias e não em capítulos, fato esse que contribui para que você não consiga parar de lê-lo. Não há detalhes no quesito diagramação, é um livro ‘limpo’ e as folhas, único ponto negativo, são brancas. Não encontrei erros de digitação nem na tradução.

 
  Uma trama sólida, bem alicerçada e intrigante torna a leitura deste livro um círculo vicioso. Mesmo que você saiba de todos os detalhes e informações ainda assim não consegue se desligar do enredo, você raciocina em cima de cada página tentando prever o que vai acontecer na próxima.

 
  Juan Goméz-Jurado conseguiu criar um suspense policial permeado por toques de romance e personagens fortes, com personalidade e construídos magnificamente. Um livro instigante, lotado de reviravoltas e muitos segredos que vem a tona.

 
  A Igreja pode muito bem manipular os fatos e esconder muitas coisas de milhares de cidadãos. Mas e quando esses segredos se voltarem contra a própria instituição?


Confesso que não sou a maior fã desses livros que são ambientados no seio da Igreja, passando pelos prédios cheios de segredos do Vaticano e desvendando mistérios, porém Juan em seu primeiro livro mostra uma precisão de movimentos que é impossível não se apaixonar pelo talento dele e do enredo. Recomendo e muito! - Lola
Beijinhos !

5 comentários:

  1. Nossa, eu não imaginava que este livro era um suspense policial, estilo que eu adoro.
    Amo livros que se passam na igreja, vaticano e essas coisas tenho fascinio ainda mais quando o autor consegue fazer críticas ao longo do livro.
    Acho que por isso Anjos e demônios é um dos livros que eu mais aprecio.
    Pela capa eu jamais diria que este livro tem cara de ser bom, mas depois da sua resenha deu vontade de sair correndo para comprar.
    bjos

    Jack
    www.mybooklit.blogspot.com

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  2. Já sou fã de histórias policiais, e saber que envolve a Igreja, em uma situação com essa, dá ainda mais vontade de lê-lo. Ainda mais com você dizendo que não é fã desse gênero, mas ainda assim se tornou um favorito. Vou ler, sem duvidas.

    Parabéns pela resenha. Está perfeita.

    Beijos
    Ricardo (www.overshock.blogpsot.com)

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  3. Jacque, o livro é bem nessa levada que tu descreveu. E é muuito perfo *.* OIIN, obrigada pelo comentário, esotu dando pulinhos de felicidade aqui :D

    ________________________________________________________

    Ricardo, eu me surpreendi realmente com o livro. É fantástico, leia sim 0/ MUITO obrigada por comentar, fico hiper contente que você tenha gostado da resenha *___* Beijão :*

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  4. Lola adicionei no skoob, só pela tua resenha eu já estou apaixonada *o*
    Adoro os livros do Dan Brown e esse parece ser similar.

    Beijos
    Leitora Incomum

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  5. OH. MY. GOOD Feeer, jura? Nossa, estou saltitando de alegria aqui. Tu vai adorar *-* Beijão linda, valeu pelo comentário 0/

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