31 de janeiro de 2012

RESENHA | Cilada – Harlan Coben

Sextante, 271 páginas.
Exemplar de parceria. 

27 de janeiro de 2012

RESENHA | Questões do Coração - Emily Giffin


438 páginas, Novo Conceito


26 de janeiro de 2012

RESENHA | Strange Angels: O resgate – Lily St. Crow


287 páginas, Novo Século

20 de janeiro de 2012

RESENHA | O Caminho para Esplendor – Michelem Fernandes

85 páginas, Baraúna Editora

17 de janeiro de 2012

RESENHA | Espião de Deus, Juan Goméz-Jurado



 310 páginas, SKOOB

S I N O P S E:
 
Roma, 02 de Abril de 2005. O Papa João Paulo II acaba de morrer e a praça de São Pedro enche-se de fiéis para lhe prestarem uma última homenagem. Ao mesmo tempo, iniciam-se já os preparativos para o Conclave onde será eleito um novo Sumo Pontífice. Então cardeais aparecem assassinados, num ritual macabro povoado por inscrições de simbologia religiosa. Um assassino em série anda à solta e as forças policiais do Vaticano contratam a psiquiatra criminal Paola Dicanti para dar início à investigação. Com o auxílio do padre Fowler - um antigo militar norte-americano ao serviço da CIA - Paola leva a cabo uma luta sem tréguas ao homicídio. Um thriller vertiginoso pelo coração da Igreja sustentado por uma profunda pesquisa histórica. 
* * *

  Se eu tivesse que escolher o “livro revelação” do mês com certeza o título iria para Espião de Deus. O enredo e a escrita de Juan Goméz supera qualquer livro de suspense policial que eu já tenha lido ou ouvido falar. Não sou a maior fã desse tipo de leitura, mas me rendi ao realismo com que o autor cria os fatos, com sua habilidade em manipular as emoções e a forma incrível como ele construiu cada personagem. Leitura mais do que recomendada, daquelas de tirar completamente o fôlego. Mas prepare-se, aqui a ironia impera. As cenas por vezes chocam, e o mais assustador é saber que apesar de ser ficção poderia ser uma história real.

  O papa Karol Wojtyla acabou de morrer e entremeado aos procedimentos para o funeral e a eleição de um novo papa conhecemos Viktor Karoski, um padre, assassino, frio e profundamente perturbado que espalha o terror por estar aniquilando padres que provavelmente estariam presentes durante o conclave.
 

  A igreja não deseja que esses escândalos sejam divulgados de forma alguma na mídia. E aos terríveis assassinatos une-se o fato de que Karoski age como um fantasma e ninguém pode prever seu próximo movimento. 
 
  Apenas o Corpo de Vigilância do Estado do Vaticano e alguns integrantes da Polícia Italiana estão encarregados de proteger esse segredo e encontrar Karoski antes que ele exponha seu terror ao público.

 
  Chefiando a caça ao padre assassino está a doutora em psiquiatria e inspetora da Polícia Italiana, Paola ~xará~ Dicanti que mais tarde une-se a Fabio Dante, superintendente do Corpo de Vigilância e ao Padre Fowler, que conhece Viktor e guarda muitos mistérios referentes ao seu passado.

 
  O livro é narrado em dias e não em capítulos, fato esse que contribui para que você não consiga parar de lê-lo. Não há detalhes no quesito diagramação, é um livro ‘limpo’ e as folhas, único ponto negativo, são brancas. Não encontrei erros de digitação nem na tradução.

 
  Uma trama sólida, bem alicerçada e intrigante torna a leitura deste livro um círculo vicioso. Mesmo que você saiba de todos os detalhes e informações ainda assim não consegue se desligar do enredo, você raciocina em cima de cada página tentando prever o que vai acontecer na próxima.

 
  Juan Goméz-Jurado conseguiu criar um suspense policial permeado por toques de romance e personagens fortes, com personalidade e construídos magnificamente. Um livro instigante, lotado de reviravoltas e muitos segredos que vem a tona.

 
  A Igreja pode muito bem manipular os fatos e esconder muitas coisas de milhares de cidadãos. Mas e quando esses segredos se voltarem contra a própria instituição?


Confesso que não sou a maior fã desses livros que são ambientados no seio da Igreja, passando pelos prédios cheios de segredos do Vaticano e desvendando mistérios, porém Juan em seu primeiro livro mostra uma precisão de movimentos que é impossível não se apaixonar pelo talento dele e do enredo. Recomendo e muito! - Lola
Beijinhos !

14 de janeiro de 2012

RESENHA | A Última Música - Nicholas Sparks


397 páginas, Novo Conceito

12 de janeiro de 2012

RESENHA | Beijada por um anjo – Volume 2, A força do Amor



 231 páginas, SKOOB


  Quatro meses se passaram desde o acidente que levou de Ivy seu bem mais precioso: seu grande amor. As coisas estão cada vez mais confusas e ela por vezes tem medo de perder a sanidade. O temor de Ivy é acalantado nos braços de Gregory, seu irmão adotivo. Angustiado pelos contínuos pesadelos da amada, Tristan, que ainda está se acostumando com seus poderes angelicais, decide que é a hora de fazer contato e segue seu objetivo com a ajuda de Lacey, uma anja ex-atriz pra lá de sentimental. Mas como aproximar-se de Ivy se ela não mais acredita em anjos e ele agora era um? O amor que os une será o canal para Tristan se aproximar de Ivy e alertá-la sobre as pessoas que estão ao seu redor. Será que todos em que ela confia são realmente seus amigos?


  A série Beijada por um anjo pode ser classificada como um enredo do tipo ame ou odeie. Não existe a possibilidade de você gostar mais ou menos dos livros escritos por Elizabeth Chandler. 

  A leitura, assim como no primeiro livro, é leve e flui rapidamente, os personagens são mais ‘presentes’ e um clima de terror psicológico começa a pairar sobre a cabeça de Ivy.  Um livro que por vezes te deixa angustiada, e por outros te faz querer entrar na história e dar uns safanões em Ivy que parece anestesiada pela dor e incapaz de separar amigos de inimigos. Ou ao invés de inimigos, talvez assassino-pscicopata-desequilibrado se encaixe melhor.

  O segundo livro traz um enfoque maior em Ivy, que após perder o seu objeto de amor e afeição encontra-se perdida em sua própria dor e parece afundar um pouco mais em seu mar de lembranças, sem saber ao certo como agir para seguir em frente.


  Aqui ela se aproxima ainda mais de Gregory, o filho do marido da sua mãe, assim como Philip, seu doce irmãozinho que parece romper a animosidade que manteve com Gregory no primeiro livro.
 

  Devo dizer que Philip é talvez um dos personagens mais importantes da história, talvez por ser uma criança que ainda acredita nos anjos ele será um dos maiores meios de Tristan tentar avisar a Ivy que ela corre perigo. E que talvez o responsável por querer o fim da vida dela esteja mais perto do que ela sonha.

  Em vários momentos eu fiquei indignada com as ações da Ivy, porém o ser-humano quando se encontra na situação dela acaba tendo ações que não devem ser julgadas. A dor une as pessoas mesmo que aos nossos olhos pareça errado, então me controlei.


  A leitura segue fluindo em um bom ritmo, é possível terminar o livro em horas porque quando você vê chegou ao final e a curiosidade está em nível crescente. 

  
  A questão da falta de descrições que ocorre no primeiro livro não é sanada, contudo eu não senti que isso influenciou negativamente minha leitura, apenas senti falta de maiores esclarecimentos sobre os locais e sobre as pessoas.

  Uma coisa que verdadeiramente me causou incômodo foi o fato de que no livro muitas ‘pistas’ são apresentadas, os pesadelos que Ivy tem continuamente parecem evoluir a cada noite proporcionando a ela detalhes do acidente, mas a cabeçuda não dá a devida atenção aos pesadelos e não percebe que continua colocando a própria vida em risco.  SPOILER E ainda assim o livro termina sem que ela tenha um estalo, uma luz divina, ou que sua percepção demonstre que ela começou a relacionar os fatos. Acho que a história se arrastou demais e não teve o efeito de no final ela se dar conta do perigo. FIM DO SPOILER
  

  Isso me frustrou um pouco... Mentira frustrou bastante. Fique cheia de expectativas e elas não foram alcançadas.
 
  Em se tratando da edição do livro, a letra é de bom tamanho, páginas amareladas e não notei erros de digitação, contudo alguns diálogos foram separados em parágrafos, então o diálogo seguia e você demorava a perceber que aquela ainda era a fala da personagem. Ficou um pouco confuso.


  Nesse momento, você caro leitor, me pergunta: Você deu 5 presentes no primeiro livro, continua empolgada assim com a história?

 
  Sim, eu continuo. Mesmo dando 3 presentes nesse volume a escrita da Elizabeth ainda me atrai e a curiosidade para saber como tudo vai se desenrolar ainda brilha em minha mente curiosa.



  Animada para ler o volume 3 e 4, (e mais sei lá quantos a Elizabeth vai inventar, né...)
E vocês queridos, já leram? Gostaram? Detestaram? Querem ler?
Deixem sua opinião, ela significa muito para esta que vos escreve.



Beijinhos coloridos!

10 de janeiro de 2012

NOVA FOTO || RESENHA | Xadrez - Fabiane Ribeiro

 

Inglaterra, 1947. A Europa encontra-se devastada pela Segunda Guerra Mundial, assim como o coração de Anny. A garota de oito anos vê seu mundo desmoronar ao receber a notícia de que não poderá mais viver com os pais e terá que se mudar de casa levando pouco mais que seu tabuleiro de xadrez. Tudo parecia um pesadelo, até que surge Pepeu, um jovem misterioso que mudará para sempre a vida de Anny, levando-a a aprender sobre o mundo e a viver momentos emocionantes sem sair dos canteiros de seu pequeno jardim. Ao lado de anjos que são colocados em sua jornada, a doce menina aprende a enfrentar as dificuldades através de lições de abnegação, fé e amor verdadeiro.

“Ela podia ser quem desejasse ser. E ela desejava ser livre. Portando, assim era sua alma.” – Página 78, Capítulo 3.

Fabiane Ribeiro tem uma sensibilidade para a escrita que pouquíssimos autores têm na atualidade. Ela transmite uma veracidade em suas linhas que fica difícil não sorrir, chorar, torcer e rezar junto com a pequena Anny que tem em seu coração uma carga incrível de amor e sabedoria. Xadrez é um livro que toca seu coração e que lembra o quão importante é nunca perder a liberdade de espírito, porque a felicidade só é alcançada quando estamos dispostos a amar sem reservas.

Xadrez despertou em mim muitos momentos de bipolaridade. Eu queria terminá-lo logo para ver Anny parar de sofrer nas mãos de pessoas ruins e amargas. Ao mesmo tempo eu queria mais da companhia dela, queria ouvir as histórias de Pepeu e vê-lo fazendo mágicas, queria ver o Senhor Hermes voltar a ser um desbravador sem medo de viver, queria Nicole ensinando lições a Anny e contando sobre a vida maluca, mas feliz de sua mãe, Charlotte.
Cada capítulo tem um quote que deixa seus sentidos aguçados tentando antecipar os fatos que levaram àqueles acontecimentos. Fora que as conversas de Anny e seu amigo Pepeu são um presente a parte.

“-É assim que deve ser, – Pepeu disse, após outra história divertida que fizera Anny gargalhar – as crianças devem sorrir, as pessoas devem sorrir, mesmo as que sofrem. Você sabia que o riso espanta coisas ruins?” Página 80, Capítulo 3.

  Anny é uma garotinha de 8 anos que mora em uma casa confortável e que tem pais que trabalham viajando, ficando muito pouco em casa, por isso a pequena os vê apenas nos sábados. 


  Um dia ela recebe a notícia de que em função do trabalho dos pais ela passará a vê-los apenas uma vez por ano. Antes de separar-se das pessoas que mais ama no mundo ela recebe do pai um presente maravilho: um tabuleiro de xadrez com peças de cristal.


  E ela é deixada aos cuidados de sua professora malvada, Jane e seu marido Hermes, e muda-se para a casa deles apenas levando sua ovelhinha de pelúcia e o jogo de Xadrez.
Mesmo diante de uma vida quase miserável, dormindo em um quartinho com uma cama dura, obrigada a fazer os trabalhos da casa e sendo tratada como pouco menos do que um nada a menina nunca perde a esperança de rever os pais e ser feliz ao lado deles. 


 
  O tabuleiro de Xadrez é a maior conexão com os dias alegres ao lado do pai, por isso ela constrói sua vida entrelaçada ao jogo, tanto que quando ela adormece é transformada em rainha e caminha por seu Reino Xadrez, e durante suas conversas com o Bispo (sim, a peça do tabuleiro) ela encontra ainda mais forças para não desistir jamais.


 
  Durante o desenrolar do livro acompanhamos a evolução que Anny passa, de garotinha a mulher, porém que luta a cada dia para não deixar morrer o seu lado criança, o seu lado que está cheio de esperança e vontade de ser feliz. Seu lado que perdoa e que acima de tudo crê que no amor buscamos forças para alcançar qualquer coisa que desejarmos.
 

  Um ponto super positivo que devo ressaltar é que a Fabi conseguiu criar uma teia enorme de personagens e de vidas que se entrelaçavam umas as outras sem se perder. Nenhuma ponta solta, nenhum destino foi esquecido. Ela uniu sutilmente todas as histórias e conseguiu fechar com chave de ouro.
 

  Se eu tivesse que apontar um ponto que me desagradou levemente foi que se as páginas fossem amarelas ia ser um sonho, porque fora isso a editora está de parabéns pois não encontrei um só erro nem nada fora do lugar.
 

  Mais uma vez, assim como mencionei na resenha de Corações em Fase Terminal, elogio a construção de seus personagens, cada um está exatamente onde deveria, suas descrições são na medida certa e a história apesar das suas 380 páginas não é cansativa em nenhuma linha.
 

  Pelo contrário, é como se a sabedoria brotasse em cada vírgula, cada ponto final. Você lê e fica refletindo sobre como o mundo está carente de amor e de palavras verdadeiras, você começa a se dar conta de que não podemos esperar o outro agir, a mudança em busca de um mundo mais sereno deve começar dentro de cada um.

“Deixamos de nos encantar, de dar valor ao que tem valor, de fazer o mundo ao nosso redor sorrir, e de sorrir de volta para ele. Não nos permitimos fazer coisas diferentes, porque seguimos regras o tempo todo. Aí, cada vez mais pensamos que podemos controlar tudo e a todos; e ensinamos as crianças, quando, na verdade, elas é que deveriam nos ensinar.” – Página 81, Capítulo 3.

  Leitura mais do que recomendada, não só por ser uma autora nacional, mas também por ser uma escritora que alcançou a sintonia com o seu dom de escrever transformando seus romances em enredos inesquecíveis.


Aguardo comentários, escrevam na caixinha aí embaixo, sim?

Super beijinhos.