13 de dezembro de 2012

BookTour | Adeus à Humanidade – Marcia Rubim

Novo Século Editora, 373 páginas
Selo "Novos Talentos da Literatura Brasileira"

20 de outubro de 2012

RESENHA | Desejos dos Mortos – Kimberly Derting

Série “The Body Finder” – Livro II
Intrínseca, 286 Páginas.



[ Leia a Resenha do Livro I Aqui. ]

Frenético. Alucinante. Altamente Fofo.


  Kimberly Derting é oficialmente uma das minhas autoras favoritas. Sua narração em 3ª pessoa é dotada de uma sensibilidade e muita realidade, conquistando o leitor linha a linha.
Um thriller paranormal dotado de romance, drama e personagens autênticos.

  Se em Ecos da Morte Violet encontrou ao acaso corpos de garotas assassinadas por um matador em série, em Desejos dos Mortos os ecos continuam a exercer sobre ela uma atração irrefreável, mas com tantas mudanças em sua vida quando uma suposta agente do FBI entra em sua vida demonstrando muito interesse em sua habilidade, Violet não consegue contar a ninguém tudo o que a está atormentando. Nem mesmo a Jay, seu namorado e melhor amigo. Ou pelo menos ele costumava ser.

  A mente de Vi está no limite do stress. Para completar dois novatos chegam a Buckley, e parece que de alguma forma eles estão incluídos no furacão que está passando na vida de Violet, furacão esse que se recusa a ir embora. Algumas dúvidas passam a atormentá-la e cada vez mais ela tem medo que seu segredo, o seu dom, seja descoberto por outras pessoas.

  No meio desse turbilhão Kimberly insere paixão. E muita fofura. O garoto novato, Mike, balança o coração da amiga louca e extremamente sincericida de Violet, Chels.
A irmã do novato, Megan é mais retraída, entretanto ela se vê querendo loucamente chamar a atenção de Jay. Quando ela se dá conta de que isso é impossível, porque Jay ama Violet, muita coisa já aconteceu. Coisas muito ruins, coisas perigosas.

  Violet tem uma teimosia impregnada em seu ser e essa mania de querer resolver tudo sozinha a coloca em situações extremamente perigosas, mas não creio que seu temperamento mude. Sendo bem sincera, gosto muito da construção da Vi nesse livro, ela parece se mostrar mais, talvez pelo fato de que ela está cada vez mais afastando as pessoas. Isso faz a narrativa se concentrar mais nela mesma. E isso em nenhum momento torna-se cansativo.

“A maneira como reagira nos últimos meses: recuando, mantendo Jay – e todas as pessoas ao redor – afastado, com medo de permitir que se aproximassem demais.
Tinha tido muito medo de deixar que mais alguém se machucasse por sua causa.”

  Confesso que fiquei com o coração apertado ao acompanhar sua breve jornada solitária, mas a ternura com que Kimberly impregna as páginas do reencontro de Vi com Jay é indescritível. Existe um meio termo, mas ao mesmo tempo uma urgência no amor deles, impossível não sorrir acompanhando o desenrolar dos fatos.

  Além disso o enredo desse livro não foca apenas em Violet, ele diversifica pois inclui a história dos personagens novos, que por sua vez mistura drama e como de praxe, um suspense de roer as unhas.

  Os fios soltos deixados inocentemente no decorrer do livro são amarrados com a perfeição que só Kim consegue. Ela deixa algo em suspenso para o próximo livro, The Last Eco, e como sempre Violet se meterá em mais problemas. Resta saber que rumo nossa garota vai tomar.

  Um livro que tem uma linguagem fluida e personagens cativantes. Ritmo de leitura contagiante, a adrenalina surge aos poucos, página a página, tomando a atenção do leitor de forma que quando você percebe o livro terminou. 

  Apesar dos livros terem “nomes meio bizzaros”, nas palavras da minha mãe, a série The Body Finder não se trata de livros de terror nem fatos que assustem ou não te deixem dormir. 

  O thriller paranormal se deve ao fato de que existe muito suspense sempre que o dom de Violet entra em cena. Por isso, ainda que os títulos pareçam meio sinistros, pode ler sem medo.

  Agora a agonia se instala, pois o 3º e o 4º livros da série ainda não foram lançados no Brasil.
  Com relação ao trabalho da Intrínseca notei alguns erros de formatação – falta de espaços – contudo nada que interfira na leitura. E quanto a capa é que concentro meu maior elogio: além de linda e seguir um padrão, essa flor que estampa a contracapa não descasca, coisa que acontece com a flor do livro I, fato que irrita profundamente já que ninguém gosta de livro riscado e com pedacinhos caindo.

  The Body Finder bem como sua autora estão no roll de favoritos

  Apaixonada e carente de mais Jay e Violet. 

P.S: Hey seus linds, que saudade que eu estava de postar! Meu semestre começou essa semana (graças a greve que as federais fizeram eu terei aula no Natal, Ano novo e por aí vai) e pelo que vi a coisa vai ser nível hiper mega hard. Contudo de agora em diante, nem que seja apenas para postar uma frase ou uma imagem, sempre vou atualizar o blog. Eu inclusive pensei em, nos dias que eu não conseguir resenhar, postar para vocês trechos de uma das últimas histórias que escrevi, você leriam *-*? Comentem por favor. Beijinhos, fiquem bem

1 de setembro de 2012

RESENHA | Toda a Verdade – David Baldacci

Arqueiro, 294 páginas. 
Exemplar de Parceria

26 de agosto de 2012

RESENHA | Presentes da Vida - Emily Giffin


383 páginas, Novo Conceito

2 de agosto de 2012

RESENHA | Ecos da Morte – Kimberly Derting


268 páginas, Intrínseca

14 de julho de 2012

RESENHA | Você está sendo vigiado - Gregg Hurwitz


262 páginas, SKOOB

21 de junho de 2012

BookTour | Terra Ardente - Janice Diniz


286 páginas, Editora Multifoco

9 de junho de 2012

RESENHA | O Dia da Caça - James Patterson

212 páginas, SKOOB.

7 de maio de 2012

RESENHA | Os Delírios de Consumo de Becky Bloom - Sophie Kinsella.

 
 363 páginas, Editora BestBolso

5 de abril de 2012

RESENHA | O Conde de Monte Cristo - vol I - Alexandre Dumas


626 páginas, Martin Claret
Exemplar de Parceria
 

8 de março de 2012

RESENHA | Tudo pode mudar – Jonathan Tropper


281 páginas, Arqueiro
Exemplar de Parceria

21 de fevereiro de 2012

RESENHA | Ahmnat – Os Amores da Morte, Julien de Lucca



Gutenberg, 366 páginas.

O que pode acontecer quando Morte e Destino brincam com o sentimento mais perigoso? Ahmnat é uma garota egípcia que, após uma vida cheia de turbulências, tristezas e mágoas, assume o cargo de Morte e passa a viver entre este mundo e o além-vida. Porém ela não está sozinha. Logo conhece Destino, responsável por escrever as vidas mortais, que fica surpreso e abismado ao vê-la no lugar de poderosa entidade.  Sendo assim ele pensa em uma maneira de provar a fragilidade de Ahmnat propondo a ela um jogo. E as consequências para quem perder são no mínimo... interessantes.


Uma jogada de mestre.

Começo assim a complicada missão que é colocar em palavras a perfeição de detalhes bem amarrados que Julien de Lucca usou para criar a história de Ahmnat, uma garota egípcia que não conhece amor senão o que sente pela mãe. Após uma vida curta e sofrida ela é designada para se tornar a Morte. Em pessoa. (?)

Julien tem uma escrita segura, experiente, que passa ao leitor veracidade nos fatos que ele narra. Um enredo original, criativo, completamente denso e carregado de emoções, contudo, que não deixa de ser interessante ao longo das páginas.

Ahmnat estava em perigo quando um ser que com certeza não era humano apareceu. Sua vida a partir desse encontro jamais seria ‘normal’. Nos últimos suspiros de uma morte trágica ela faz um pedido. E é aí que ela é transformada na senhora dos mortos. Ahmnat agora era uma das mais poderosas entidades e já deveria saber que isso não seria tão fácil quanto parecia.

Após estar integrada em seu cargo ela depara-se com a visita de Destino, o responsável por escrever o rumo da vida dos mortais. Junto dessa visita vem uma proposta. Destino se dispõe a criar 10 vidas mortais com características bem especiais e se Ahmnat se apaixonar por algum deles terá que desistir de seu posto e voltar a ser humana proporcionando a Destino a chance de reescrever a história dela. Caso contrário Destino se tornará mortal e Morte poderá buscá-lo pessoalmente.
Durante incontáveis séculos Ahmnat aprende a usar e aperfeiçoar seus poderes enquanto desfruta de passeios por inúmeros lugares da Terra, acompanhando a evolução dos humanos.
Ela também recebe a visita de outras entidades, aprendendo com elas algumas lições. Dentre os visitantes também está o Filho da Aurora, ou mundialmente conhecido por Lúcifer.
Neste ponto da narrativa Julien aborda conceitos sobre céu e inferno por um ângulo diferente do qual estamos acostumados. Confesso a vocês que fiquei surpresa. Mas foi pelo lado bom! Não pense porém que Julien dá uma de Todo Poderoso e quer modificar as crenças que existem, nada disso. Este não é um livro sobre religião e nem está preocupado em achar um lado certo e um lado errado. Mas é interessante ser apresentado a possibilidades diferentes das quais somos doutrinados desde pequenos.
O livro tem uma narração em grande parte na 1ª pessoa, apenas nos momentos em que Ahmnat nos deixa crer que está narrando a sua história a uma pessoa que está junto com ela é que passa a ser em 3ª pessoa.
Quanto a erros de digitação, encontrei apenas um, mas nada que tire o brilho da leitura. Os capítulos são grandes, então em boa parte deles você tem que parar para tomar um fôlego.

Eu poderia apontar diversos pontos/personagens positivos da história. Mas aí estaria contando muito e tirando a graça do livro, que é justamente ser surpreendente e inesperado.
Um ponto que achei super interessante e bem aplicado foram os fatos históricos que Julien inseriu no livro, e serviram como um bom pano de fundo para as experiências de Ahmnat.
Porém a surpresa maior ficou por parte dos amores da morte mesmo. Vocês repararam na palavra mortal? É. Vocês vão se surpreender com a capacidade de se encantar por mortais que Ahmant possui. E sabe como é, mortal não significa homem, não é?
Enredo irresistível, conhecimento por parte do autor dos fatos que aborda e um trabalho gráfico incrível por parte da Editora Gutenberg, fazem de Ahmnat – Os Amores da Morte um dos livros mais belos e bem escritos que já li. Por isso nem vou comentar muito sobre o final que me deixou boquiaberta e em surto pelo segundo volume intitulado “Ahmnat, A Mãe de Todos os Pecados”.
A única sugestão que eu daria fica a cargo da gramatura das páginas que se possível poderia ser diminuída a fim de deixar o livro mais leve.

Agora me façam surtar de felicidade e comentem ok? Preciso, necessito, das palavras de vocês para saber se a resenha ficou boa, se vocês se interessam pelo livro e se já leram. Beijinhos ! 
/bye


18 de fevereiro de 2012

RESENHA | Contos de Meigan – A Fúria dos Cártagos + Surpresa


617 páginas, Dracaena
Exemplar de Parceria

14 de fevereiro de 2012

RESENHA | Um Sonho a Mais – Nanda Meireles




Fabiana Andrade é uma jovem estudante de 17 anos com um único objetivo, passar no vestibular. Criada pela mãe costureira e abandonada pelo pai ainda muito pequena sentiu na pele as dificuldades de uma vida sem planejamento. Determinada, tem um sonho: fazer uma boa faculdade, abrir sua própria rede nacional de papelarias e dar a sua batalhadora mãe um bom descanso e uma digna recompensa por todo amor e cuidados dados a sua única filha. Um relacionamento era tudo o que ela não precisava, mas o destino lhe prega uma peça. Um antigo e apaixonado amigo é forçado a deixá-la. Uma nova e forte amizade se inicia. E um inesperado e arrebatador amor a encontra. Muita coisa acontece antes de Fabi entender a força e veracidade daquele amor. Confusões, intrigas, ciúmes, surpresas e decepções fazem de “Um sonho a mais” uma leitura divertida e viciante. 

  Será que um livro pode fazer você recordar com saudade do passado? Proporcionar vontade de viver intensamente o presente? Fazer com que você pense em como quer que seu futuro seja? Um Sonho a Mais, da autora nacional Nanda Meireles fará isso com você. Ele é garantia de uma leitura que emociona, alegra, e faz você arrepiar. Porque nem todo mundo é como a gente pensa, mas nem por isso podemos deixar de conhecer de verdade aqueles que nos rodeiam.

  Neste enredo que toca seu coração a ponto de fazê-lo sentir-se apertado como uma noz ou então tão feliz a ponto de estourar como se fosse um balão colorido, conhecemos a vida da jovem Fabiana Andrade, ou simplesmente Fabi, que acaba de começar o último ano do ensino médio e só tem cabeça para pensar em estudar para o vestibular. E quando escrevo que ela só pensa em vestibular e em estudar, não é exagero. Fabi deixa bem claro que pretende ser bem sucedida e está disposta a sacrificar tudo por esse sonho. 

  Mas será mesmo que o vestibular importa tanto assim? Será que Fabi seguirá determinada depois de conhecer o mais novo estudante do Colégio Estadual Arabella e com esse encontro conhecer sentimentos e sensações que ela jamais imaginou sentir? Duas pessoas com um nível de maturidade diferente, pensamentos diferentes e interesses diferentes podem ficar juntas?

  Fabi ganha amigos verdadeiros, perde outros, sofre com desconfianças e depois acaba percebendo que nesse jogo da vida é preciso muito mais do que apenas promessas para resistir aos obstáculos. 

  Em seu primeiro dia de aula no último ano Fabi conhece Melissa, uma garota de olhos tristes e de gestos tímidos e com ela cria uma bonita amizade. Quando Fabi impede seus colegas de pregarem uma peça em Mel acaba ganhando outro amigo. O irmão da garota nova, Daniel, um irresistível e charmoso rapaz, que acaba por decidir se transferir para o mesmo colégio da irmã a fim de ficar de olho nela. E talvez em Fabi também. 

  Uma das coisas que mais me chamou a atenção nessa narrativa em 1ª pessoa foi que mesmo usando palavras coloquiais no diálogo dos personagens, Nanda não tornou o livro  um amontoado de gírias que diminuem a carga de conteúdo do livro. 

  Outra característica do livro que vale a pena ser mencionada é a forma com que a Nanda insere os conceitos sobre as relações familiares, que muito me agradou. A mãe de Fabi, dona Mara, é para ela uma joia rara. A relação de mãe e filha encanta e mostra que não é impossível ter sua mãe como melhor amiga, basta que você permita essa aproximação. Fabi respeita a mãe e não tem medo de pedir ajuda para ela, e Dona Mara auxilia a filha do jeito que pode, sem querer dirigir a vida dela. O equilíbrio move a vida das duas já que o pai da garota sumiu no mundo.

  É comum a maioria dos jovens acharem que ser amigo de pai e mãe é vergonha e sinônimo de infantilidade. Mas cá para nós, quem no mundo vai te querer tão bem quanto teus pais? Em momento algum o livro entra a fundo nessas questões, então é uma coisa bem leve, mas que não deixa de encantar.

  Um Sonho a Mais trata das dúvidas, dos medos e dos desejos que povoam a mente de adolescentes comuns, que saem de casa para ir a escola, planejam o que fazer no final de semana, choram com decepções e sorriem de orelha a orelha com cada pequena conquista.
 
  O retrato do primeiro amor foi pintado com uma sutileza agradável, sem exageros. O amor aqui é dúvida, é calor, é medo, é insegurança, é um abraço, um beijo, um pedido inesperado...

“Agora estou aqui, desabafando minha dor de cotovelo em algumas folhas de papel, que patético...” Capítulo Extra Um Sonho a Mais

  Nanda acertou na medida quando construiu o personagem Daniel, um rapaz apaixonado, sincero, porém que comete erros, mas ainda assim corre atrás do que quer e aceita conselhos. Nada de galã sem escrúpulos que muda de vida em função da mocinha.
 

  Dane tem personalidade e jamais deixa uma conversa pela metade, ele gosta das coisas as claras e pelo que li dos capítulos extras creio que se houvesse possibilidade a autora tranquilamente poderia inserir a visão dele também no livro, intercalando com a narração da Fabi. Eu amei conhecer mais o Dane.

  Fabiana também comete erros. Mas não há como julgá-la, em seu lugar muitas tomariam as mesmas decisões. Eu confesso que quando estava lendo senti vontade de abraçá-la e dar colo porque a decepção que ela teve foi muito dolorosa. Porém o destino mesmo dando voltas acaba unindo as almas certas.

  Entrando mais na questão do romance, me arrisco a dizer que a representação foi perfeita. Fofo e real, do tipo que se você fechar os olhos pode imaginar cada cena com perfeição.

“— Pequena, você não tem noção do quanto é linda, nunca conheci ninguém assim. Quando aparece na minha frente, não consigo desviar meus olhos do seu rosto perfeito, dos seus olhos e lábios capazes de me hipnotizar. Podia ficar a noite toda só te olhando ou alisando seus cabelos...” Capítulo IV, página 47 no e-book.
 
  Um relacionamento não depende só do esforço individual, ele precisa ser baseado no respeito e na confiança, e igual a uma planta o amor precisa de cuidados e de carinho para se manter vivo. 


Eu tinha certeza de apenas uma coisa...
Se conseguíssemos vencer mais aquela batalha...
A guerra acabaria...
E a vitória seria nossa.”

  E será que a distância influencia mesmo nas relações? A resposta para esta questão fica para ser respondida em Pra Vida Toda, a continuação de Um Sonho a Mais.

   Um enredo bem “palpável” com personagens na medida certa, romance e um final de arrebatar o coração. Leitura mais do que recomendada, recomendadíssima! Um Sonho a Mais me surpreendeu pela ternura e pela veracidade, mal posso esperar para ler a continuação.

  H E Y! O que você achou do enredo? Se curtiu ou não curtiu, comenta aí embaixo e de quebra me conta se a resenha tá de bom tamanho, ou se você prefere ela mais curtinha :D

31 de janeiro de 2012

RESENHA | Cilada – Harlan Coben

Sextante, 271 páginas.
Exemplar de parceria. 

27 de janeiro de 2012

RESENHA | Questões do Coração - Emily Giffin


438 páginas, Novo Conceito


26 de janeiro de 2012

RESENHA | Strange Angels: O resgate – Lily St. Crow


287 páginas, Novo Século

20 de janeiro de 2012

RESENHA | O Caminho para Esplendor – Michelem Fernandes

85 páginas, Baraúna Editora

17 de janeiro de 2012

RESENHA | Espião de Deus, Juan Goméz-Jurado



 310 páginas, SKOOB

S I N O P S E:
 
Roma, 02 de Abril de 2005. O Papa João Paulo II acaba de morrer e a praça de São Pedro enche-se de fiéis para lhe prestarem uma última homenagem. Ao mesmo tempo, iniciam-se já os preparativos para o Conclave onde será eleito um novo Sumo Pontífice. Então cardeais aparecem assassinados, num ritual macabro povoado por inscrições de simbologia religiosa. Um assassino em série anda à solta e as forças policiais do Vaticano contratam a psiquiatra criminal Paola Dicanti para dar início à investigação. Com o auxílio do padre Fowler - um antigo militar norte-americano ao serviço da CIA - Paola leva a cabo uma luta sem tréguas ao homicídio. Um thriller vertiginoso pelo coração da Igreja sustentado por uma profunda pesquisa histórica. 
* * *

  Se eu tivesse que escolher o “livro revelação” do mês com certeza o título iria para Espião de Deus. O enredo e a escrita de Juan Goméz supera qualquer livro de suspense policial que eu já tenha lido ou ouvido falar. Não sou a maior fã desse tipo de leitura, mas me rendi ao realismo com que o autor cria os fatos, com sua habilidade em manipular as emoções e a forma incrível como ele construiu cada personagem. Leitura mais do que recomendada, daquelas de tirar completamente o fôlego. Mas prepare-se, aqui a ironia impera. As cenas por vezes chocam, e o mais assustador é saber que apesar de ser ficção poderia ser uma história real.

  O papa Karol Wojtyla acabou de morrer e entremeado aos procedimentos para o funeral e a eleição de um novo papa conhecemos Viktor Karoski, um padre, assassino, frio e profundamente perturbado que espalha o terror por estar aniquilando padres que provavelmente estariam presentes durante o conclave.
 

  A igreja não deseja que esses escândalos sejam divulgados de forma alguma na mídia. E aos terríveis assassinatos une-se o fato de que Karoski age como um fantasma e ninguém pode prever seu próximo movimento. 
 
  Apenas o Corpo de Vigilância do Estado do Vaticano e alguns integrantes da Polícia Italiana estão encarregados de proteger esse segredo e encontrar Karoski antes que ele exponha seu terror ao público.

 
  Chefiando a caça ao padre assassino está a doutora em psiquiatria e inspetora da Polícia Italiana, Paola ~xará~ Dicanti que mais tarde une-se a Fabio Dante, superintendente do Corpo de Vigilância e ao Padre Fowler, que conhece Viktor e guarda muitos mistérios referentes ao seu passado.

 
  O livro é narrado em dias e não em capítulos, fato esse que contribui para que você não consiga parar de lê-lo. Não há detalhes no quesito diagramação, é um livro ‘limpo’ e as folhas, único ponto negativo, são brancas. Não encontrei erros de digitação nem na tradução.

 
  Uma trama sólida, bem alicerçada e intrigante torna a leitura deste livro um círculo vicioso. Mesmo que você saiba de todos os detalhes e informações ainda assim não consegue se desligar do enredo, você raciocina em cima de cada página tentando prever o que vai acontecer na próxima.

 
  Juan Goméz-Jurado conseguiu criar um suspense policial permeado por toques de romance e personagens fortes, com personalidade e construídos magnificamente. Um livro instigante, lotado de reviravoltas e muitos segredos que vem a tona.

 
  A Igreja pode muito bem manipular os fatos e esconder muitas coisas de milhares de cidadãos. Mas e quando esses segredos se voltarem contra a própria instituição?


Confesso que não sou a maior fã desses livros que são ambientados no seio da Igreja, passando pelos prédios cheios de segredos do Vaticano e desvendando mistérios, porém Juan em seu primeiro livro mostra uma precisão de movimentos que é impossível não se apaixonar pelo talento dele e do enredo. Recomendo e muito! - Lola
Beijinhos !

14 de janeiro de 2012

RESENHA | A Última Música - Nicholas Sparks


397 páginas, Novo Conceito

12 de janeiro de 2012

RESENHA | Beijada por um anjo – Volume 2, A força do Amor



 231 páginas, SKOOB


  Quatro meses se passaram desde o acidente que levou de Ivy seu bem mais precioso: seu grande amor. As coisas estão cada vez mais confusas e ela por vezes tem medo de perder a sanidade. O temor de Ivy é acalantado nos braços de Gregory, seu irmão adotivo. Angustiado pelos contínuos pesadelos da amada, Tristan, que ainda está se acostumando com seus poderes angelicais, decide que é a hora de fazer contato e segue seu objetivo com a ajuda de Lacey, uma anja ex-atriz pra lá de sentimental. Mas como aproximar-se de Ivy se ela não mais acredita em anjos e ele agora era um? O amor que os une será o canal para Tristan se aproximar de Ivy e alertá-la sobre as pessoas que estão ao seu redor. Será que todos em que ela confia são realmente seus amigos?


  A série Beijada por um anjo pode ser classificada como um enredo do tipo ame ou odeie. Não existe a possibilidade de você gostar mais ou menos dos livros escritos por Elizabeth Chandler. 

  A leitura, assim como no primeiro livro, é leve e flui rapidamente, os personagens são mais ‘presentes’ e um clima de terror psicológico começa a pairar sobre a cabeça de Ivy.  Um livro que por vezes te deixa angustiada, e por outros te faz querer entrar na história e dar uns safanões em Ivy que parece anestesiada pela dor e incapaz de separar amigos de inimigos. Ou ao invés de inimigos, talvez assassino-pscicopata-desequilibrado se encaixe melhor.

  O segundo livro traz um enfoque maior em Ivy, que após perder o seu objeto de amor e afeição encontra-se perdida em sua própria dor e parece afundar um pouco mais em seu mar de lembranças, sem saber ao certo como agir para seguir em frente.


  Aqui ela se aproxima ainda mais de Gregory, o filho do marido da sua mãe, assim como Philip, seu doce irmãozinho que parece romper a animosidade que manteve com Gregory no primeiro livro.
 

  Devo dizer que Philip é talvez um dos personagens mais importantes da história, talvez por ser uma criança que ainda acredita nos anjos ele será um dos maiores meios de Tristan tentar avisar a Ivy que ela corre perigo. E que talvez o responsável por querer o fim da vida dela esteja mais perto do que ela sonha.

  Em vários momentos eu fiquei indignada com as ações da Ivy, porém o ser-humano quando se encontra na situação dela acaba tendo ações que não devem ser julgadas. A dor une as pessoas mesmo que aos nossos olhos pareça errado, então me controlei.


  A leitura segue fluindo em um bom ritmo, é possível terminar o livro em horas porque quando você vê chegou ao final e a curiosidade está em nível crescente. 

  
  A questão da falta de descrições que ocorre no primeiro livro não é sanada, contudo eu não senti que isso influenciou negativamente minha leitura, apenas senti falta de maiores esclarecimentos sobre os locais e sobre as pessoas.

  Uma coisa que verdadeiramente me causou incômodo foi o fato de que no livro muitas ‘pistas’ são apresentadas, os pesadelos que Ivy tem continuamente parecem evoluir a cada noite proporcionando a ela detalhes do acidente, mas a cabeçuda não dá a devida atenção aos pesadelos e não percebe que continua colocando a própria vida em risco.  SPOILER E ainda assim o livro termina sem que ela tenha um estalo, uma luz divina, ou que sua percepção demonstre que ela começou a relacionar os fatos. Acho que a história se arrastou demais e não teve o efeito de no final ela se dar conta do perigo. FIM DO SPOILER
  

  Isso me frustrou um pouco... Mentira frustrou bastante. Fique cheia de expectativas e elas não foram alcançadas.
 
  Em se tratando da edição do livro, a letra é de bom tamanho, páginas amareladas e não notei erros de digitação, contudo alguns diálogos foram separados em parágrafos, então o diálogo seguia e você demorava a perceber que aquela ainda era a fala da personagem. Ficou um pouco confuso.


  Nesse momento, você caro leitor, me pergunta: Você deu 5 presentes no primeiro livro, continua empolgada assim com a história?

 
  Sim, eu continuo. Mesmo dando 3 presentes nesse volume a escrita da Elizabeth ainda me atrai e a curiosidade para saber como tudo vai se desenrolar ainda brilha em minha mente curiosa.



  Animada para ler o volume 3 e 4, (e mais sei lá quantos a Elizabeth vai inventar, né...)
E vocês queridos, já leram? Gostaram? Detestaram? Querem ler?
Deixem sua opinião, ela significa muito para esta que vos escreve.



Beijinhos coloridos!