23 de junho de 2011

RESENHA | Radiante - Alyson Nöel



184 páginas, Intrínseca


Algum tempo após o acidente de carro que a matou, Riley Bloom deixou sua irmã, Ever, no mundo que conhecemos e atravessou a ponte da vida após a morte até um lugar chamado Aqui, onde o tempo é sempre Agora. Riley reencontrou os pais, também vítimas do desastre, e Buttercup, o cão da família.   
Todos estavam se adaptando a uma morte boa e tranquila, até que ela foi chamada perante o Conselho e um segredo lhe foi revelado: a pós-vida não significa simplesmente uma eternidade de lazer. Riley tem tarefas a realizar. Ela é designada como Apanhadora de Almas, e Bodhi, um garoto diferente, que ela não consegue decifrar muito bem, é seu guia. Riley, Bodhi e Buttercup voltam à Terra para sua primeira tarefa: fazer o Menino Radiante, que há anos assombra um castelo na Inglaterra, atravessar a ponte. Muitos Apanhadores de Almas já tentaram convencê-lo e não obtiveram sucesso. Mas isso foi antes que o menino conhecesse Riley...

  Meu primeiro contato com o livro foi através do Submarino e por adorar temáticas que tratem de vida após a morte, Radiante logo entrou para minha lista de desejados.

  Conhecia por nome a Alyson Noël pela outra série que ela escreveu, Os Imortais, que inclusive até já tive vontade de ler porém os preços não agradaram ao meu espírito amante de promoções. A série Riley Bloom pode até ser considerada um Spin-Off¹ de Os Imortais, mas quanto a isso fique tranquilo(a): se você não leu/não gostou/nunca ouviu falar, não se preocupe. Sua leitura não será prejudicada. 

  O enredo é baseado no acidente de carro em que Riley Bloom, seus pais e seu cachorro, Buttercup morreram e onde apenas sua irmã, Ever Bloom sobrevive.  A partir daí Riley tem que se acostumar a sua nova vida em Aqui&Agora e se adaptar a ficar longe da sua antiga vida para se acostumar com a ... sua atual existência. 

  
  Confesso que não foi amor a primeira leitura. O ritmo da Alyson é bom, mas Riley deveria ser eleita a pentelha mais chata do mundo literário. Explico: ela é mimada, egocêntrica, arrogante, explosiva e muito, mas muito debochada.

“O que aconteceu com você, afinal? – perguntei. – Como veio parar aqui? Brigou com um lápis número dois recém-apontado? Enforcou-se acidentalmente com a gravata? Ou quem sabe não morreu literalmente de vergonha por usar roupas como essas?” (...) – pág. 63

   Quando descobre que terá que frequentar uma escola ela fica no mínimo surpresa. Só então ela começa a se dar conta que morrer não é só viver tocando harpa em cima de uma nuvem fofinha. A vida segue e existem serviços, missões a serem cumpridas.

   Riley recebe sua missão em seu primeiro dia de aula. Confesso que fiquei animada, afinal pensei que a história fosse se deter bastante na missão e que sua evolução viria a partir do momento que ela realizasse esse trabalho.

   Outra decepção. Em três capítulos toda a missão se desenvolve, e fiquei com aquele pensamento de: ‘-Ah, mas então era isso? Apenas isso?’. Ainda assim, aos poucos acostumei com o temperamento da chatinha da Riley, e a medida que os fatos iam se interligando, outros personagens foram tendo o seu espaço e foi assim que eu me rendi ao talento da Alyson Nöel, ela sabe lidar com as emoções do leitor instigando-o a seguir a leitura, e acima de tudo ela sabe o momento certo de surpreender.

   Quando terminei a leitura, parei para analisar a história toda. E então notei que era como se fosse a intenção da autora, focar tanto na missão que quando realmente acontecesse, ficasse aquela sensação de que algo estava incompleto, como se tivesse sido tudo muito abrupto, rápido e até fácil demais. Tudo isso contribuiria para instigar o leitor a descobrir que surpresas o livro reservava. Genial essa maneira de surpreender, né?!


  Porém a missão subsequente, que é encargo de Bodhi (o seu guia/professor/treinador/conselheiro/chefe, é como o próprio se define) realmente me fez dizer “UAU!” praticamente a cada parágrafo. A forma como os cenários, são descritos e o leve suspense que é inserido cria alguns momentos bem apavorantes. Aliás, apavorantes não seria a palavra, mas é incrível o quanto se tem a sensação de estar lá, vendo e ouvindo o que Riley está presenciando, e finalmente admitir que ela é uma garota bem corajosa.

  Durante a leitura fui acompanhando o amadurecimento dela, e até ri com seu senso de humor em certa altura ao definir Bodhi:

“Era praticamente o Zac Efron da pós-vida.”
  
  Bodhi é o personagem que mais gosto em termos de composição e temperamento. Ele é misterioso e tem alguns segredos, mas já evoluiu muito, e mesmo assim sabe que tem um longo caminho de aprendizagem pela frente. 

  Não há como ignorar Buttercup, o grande labrador doce e gracioso de Riley. Acho lindo quando os autores imprimem em suas histórias amores tão genuínos de pessoas por seus animais, Riley é realmente ligada a Buttercup e ele a ela.

  E no geral, a leitura de Radiante está mais do que recomendada! Escrita leve que flui perfeitamente e a forma com que a autora constrói a narrativa em 1ª pessoa nos faz acreditar que estamos dentro da cabeça de Riley, ou então olhando através dela, acompanhando os pensamentos surgirem. Não encontrei erros de tradução/ortografia, e a capa está totalmente de acordo com o propósito da história. Intrínseca está de parabéns.

 
  Se eu fosse dar uma sugestão diria que senti falta de mais envolvimento dos pais da garota e até mesmo dos outros personagens que são apresentados apenas superficialmente. Gostaria também de uma descrição mais detalhada do Conselho, grupo de pessoas que de certa forma controla as missões que devem ser executadas.


  Mesmo com esses momentos de amor e outros de ódio, o livro já entrou pra lista de Favoritos ♥
E aí, o que você achou da resenha? Pilhou na história ou não muito? Vale lembra que se você já leu Os Imortais e não curtiu (tipo eu) pode ler Radiante sem medo. Nem parece ser escrito pela mesma autora, juro juradinho haha


Spin-Off¹: Quando a série deriva de uma já existente, contando histórias de personagens secundários ou mesmo de alguns que já tenham saído da história original.

2 comentários:

  1. Oi Lola adorei esse post...
    Estou lendo Para sempre e depois que terminar, acho que vou ler Radiante - Vale a pena?
    Já estou seguindo, adorei o blog...

    May - http://glowofthemoonlight.blogspot.com
    bjinhos

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  2. Oi May! Me interesso pela saga os imortais, mas ainda não tive oportunidade, então não posso fazer um comparativo para você.
    Mas posso dizer sim que Radiante vale a pena. Talvez no início seja meio bobo, mas o livro, na totalidade, é muito bom mesmo.
    Beijos e obrigada pelo comentário *--*

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