16 de junho de 2011

RESENHA | O Milagre - Nicholas Sparks


326 páginas, Editora Agir 
 
“Só um milagre poderia fazê-lo se apaixonar”

Há muito tempo que ouço falar em Nicholas Sparks, porém nunca tive a oportunidade de ler suas obras. Por oportunidade leia-se "vontade".

Então em um sábado qualquer eu fui na Lojas Americanas da minha cidade e enquanto fuçava as prateleiras de livros, encontrei O Milagre em promoção. Li a sinopse e me interessei, mas confesso que não imaginei que seria uma compra tão bem feita.

Assim que comecei a leitura, a narrativa, que mesmo sendo em terceira pessoa (prefiro em 1ª), me cativou. Nem o fato de ser um pouco ‘tranquila demais’ atrapalhou a leitura. 

“Alvin pegou uma cerveja e tomou um gole. – Por Deus! – ele disse, imitando um comediante bonachão. – Eu vou pra terra do torresmo e da polenta. E prometo que não vou cobrar caro.
Jeremy riu. – E você já esteve no Sul alguma vez?
-Não. E você?”
 
Jeremy Marsh é um jornalista de Nova York que não acredita em fatos sobrenaturais. Para ele tudo sempre tem uma explicação. Após desmascarar um grande vidente fajuto ele faz as malas e ruma para Boone Creek, cidade da Carolina do Norte para explicar um caso de luzes misteriosas em um cemitério.

E é lá em Boone Creek que Jeremy vivencia alguns dos momentos mais emocionantes e verdadeiros de sua vida, é lá que ele percebe que não há graça nenhuma em levar uma vida onde aqueles que amamos não estão presentes, e admite para ele que existem verdades que não há como ignorar.

Os detalhes entre as conversas, os gestos e todo o processo de envolvimento de Jeremy com Lexie, a bibliotecária da cidade, são descritos de forma detalhista, porém leve. De modo que quem lê acompanha o crescimento da paixão e do amor um pelo outro, assim como as dúvidas e os medos que surgem, quase como se o leitor visse a sua frente tudo acontecendo.

Os diálogos entre os dois também foi um ponto que chamou minha atenção. E Nicholas Sparks nos brinda com um final emocionante, daqueles que você termina a última página com um sorriso nos lábios, imaginando que toda aquela história poderia bem ter acontecido em alguma pequena cidade de algum estado.

Talvez eu tenha me apaixonado pela escrita do autor exatamente pela simplicidade que ela carrega, conseguindo ao mesmo tempo conter um enredo profundo, detalhado e sem exageros, que trata de sentimentos que quase se materializam bem a frente dos seus olhos.

E olha, uma coisa é escrever um texto só com imaginação. Outra bem diferente é conseguir criar a profundidade certa para fazer seus personagens transmitirem a emoção que estão sentindo a quem está lendo.

“Havia a ciência e havia o inexplicável, e Jeremy passara a vida tentando conciliar os dois. Ele lidava com a realidade, zombava da magia e sentia pena dos crédulos. Mas ao olhar para Lexie, tentando entender o que ela estava dizendo, percebeu que sua velha sensação de certeza se desfazia.”

Primeira experiência com um livro do autor e já quero ler mais obras dele. Quem aí é fã dele e tem uma indicação de livro para me dar? Deixa aí nos comentários. E você que não é ligada no autor, ou simplesmente nunca leu algo dele, me conta o porquê.

0 Comments:

Postar um comentário

Sua opinião alimenta minha criatividade, então você pode contribuir para um blog melhor simplesmente comentando :D Para dúvidas, sugestões ou bater um papo, mande e-mail para agarotadalivraria@gmail.com